terça-feira, 29 de novembro de 2011

A falta de atenção do poder público para com os moradores de rua de Garanhuns.


 A política social de Garanhuns mostra-se insuficiente e não obtêm êxito na prevenção e medidas adequadas para como a população de rua, que tende aumentar a cada dia na cidade de Garanhuns.

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Segundo a coordenadora geral do CRAS, Laura Alice, em pesquisa realizada em setembro de 2011, grande parte destas pessoas que vivem nas ruas de Garanhuns tem residência em bairros periféricos e vivem num cenário de vulnerabilidade social, sem nenhuma estrutura familiar, pais presos, mães alcoólatras, muitas vezes já sofreram abuso sexual e vivem no vício de drogas lícitas e ilícitas.
É evidente que existe uma necessidade de melhor distribuição da verba pública destinada a projetos sociais que envolvam esta problemática e que sejam eficazes na diminuição desse quadro lamentável.

Mas o que justifica a ausência de medidas eficazes por parte da prefeitura e como a sociedade Garanhuense se porta diante desta situação?

Particularmente, no tocante ao poder público, eu acredito que a falta de projetos para que os investimentos municipais e estaduais possam ser bem aplicados na capacitação de mão de obra, através de cursos profissionalizantes, que possibilitem a entrada dessas pessoas no mercado de trabalho, bem como, assistência social ás famílias carentes, identificando o motivo pelo qual essas pessoas abandonaram seus lares, ou foram abandonadas pelos seus familiares, pois como já foi demonstrado acima, os problemas familiares são os principais causadores da saída dos lares e a procura pela rua.

Não obstante, é importante destacar que existem distintos perfis inseridos na população de rua desta cidade, onde se faz necessário uma solução padronizada para cada individuo, por parte das autoridades competentes. Por exemplo: Para dependentes químicos, um encaminhamento a um centro de reabilitação, para os que possuem problemas psiquiátricos, encaminhamento para clinicas especializadas, tratamento psicológico para os que sofreram abusos sexuais e assistência social.

Entretanto, vale ressaltar que no município de Garanhuns existe um déficit de profissionais na área saúde que possam dar assistência gratuita a essas pessoas através do SUS, e os programas governamentais nesta área são deficitários e precisão ser ampliados.

No que diz respeito à sociedade Garanhuense, essa realidade é tratada com invisibilidade por parte da maioria, pois, quantas ações existem dispostas a tomar medidas como distribuir alimentos, roupas, cobertores e agasalhos, não somente no inverno, mas, no decorrer do ano? Como já dizia Betinho, “quem tem fome tem pressa”, e essas pessoas precisão de uma ação rápida, ação esta, que poderá ser encontrada através de um diálogo com as autoridades políticas locais e com a sociedade, dessa forma mobilizar a sociedade, autoridades religiosas e políticas para se achar uma solução para um problema social tão grave.

Universidade de Pernambuco - UPE
Campus Garanhuns
Brunno Akhnaton Nunes de Souza.
2º Período de História

4 comentários:

  1. Muito bom o artigo, acho que falta uma pessoa com atitude para tomar decisões importantes e resolver esse problema que atinge várias pessoas na cidade.

    Thiago Jonathan

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  2. Prabéns pelo artigo bruno.Tambem acredito que um unvestimento em cursos profissionalizantes e assistencia a familias carentes,poderia não resolver todos os problemas mais uma grande parte.
    (andreia ramos)

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  3. Reginaldo Vilela de Lima3 de dezembro de 2011 às 09:53

    Parabéns Brunno, você consegui em seu artigo expressar de maneira articulada argumentos que dão sustentação a sua temática, pois, o descaso do poder público, afeta a qualidade de vida dessas pessoas que são vistas com indiferença pela sociedade.

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  4. Achei sua abordagem muito interessante.As pessoa normalmente pensam que para resolver os problemas dos moradores de rua basta dar comida e agasalhos, porém você tocou em vários pontos diferentes, visando até a questão psicológica que normalmente é deixada de lado.

    MABEL SALES

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