sábado, 3 de dezembro de 2011

O jovem na criminalidade, sera sua a escolha?

   Um dos temas mais discutidos e polêmicos da atualidade é a entrada cada vez mais prematura de  jovens no mundo do crime, mas antes de fazer qualquer julgamento é necessário entender quais as causas deste ingresso e só assim fazer algo que realmente influencie nas mudanças das consequências com que todos nós convivemos.
   Segundo pesquisas feitas pelo PEA (População Economicamente Ativa) cerca de 60% da população está fora do mercado formal de trabalho, levando em consideração que o Brasil é um país com baixos índices educacionais principalmente para aqueles que dependem da rede pública de educação e também altamente excludente já que sua politica é  Neoliberal o que significa funcionários descartáveis, dificuldade de se conseguir emprego, e consumo exagerado devido ao intenso fluxo comercial, logo estes jovens que muitas vezes não têm estimulo para ir à escola que não têm condições dignas para viver e a sociedade os trata como seres incapazes de inserir-se no mercado de trabalho, já que não podem contar com condições básicas que segundo a constituição brasileira "todo cidadão tem direito a uma vida digna", acham atrativo ganhar R$100,00 por dia vendendo ou transportando drogas, passam  a ser marionetes para quem realmente lucra com estas atividades, pois acabam por imergirem num capitalismo de pilhagem, que segundo o sociólogo Löic Wacquant, é um negócio que se utiliza de mão-de-obra barata e não institucionalizada, influenciando negativamente na economia dos pais que diante deste quadro investe cada vez mais no sistema penitenciário e menos na melhoria das condições de vida para esta parcela da sociedade.
   Sabe-se que o crime organizado não sobrevive sem  a participação do Estado, pois este ao invés de cumprir seu papel de assistir à população, assusta, pune, como se pode ver claramente quando a polícia invade uma favela tratando a todos como traficantes, reforçando a imagem de que o pobre e o negro são bandidos, esquece-se que ali existem muitas pessoas trabalhadoras e honestas, toda esta violência tanto pelo uso da força para ferir  quanto a violência moral, contra o individuo, afeta a população que tem medo até dentro de casa, o país no ponto de vista econômico e social, mas principalmente os jovens que devido a falta de oportunidades ingressam na criminalidade. Já não seria a hora de ver o que realmente deve ser feito tanto pela população na hora de exercer sua cidadania quanto pelos dirigentes responsáveis pelos pais fazendo uma analise minuciosa desta questão social para só assim tomar decisões certas para o futuro da nação.

Natália de Araújo Costa - graduanda na Licenciatura de História - UPE, campus Garanhuns
2º périodo
Docente - Écia Mônica 

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