Geralmente os pais procuram educar seus filhos nas mesmas perspectivas que foram educados, isto é, quando tiveram educação satisfatória e proveitosa. O mundo de hoje não é o mesmo mundo de ontem, assim como, o mundo de amanhã também mudará. Os pais foram educados e viveram a algumas décadas, de 20 a 40 anos, mais ou menos; os costumes eram outros, as tradições estão cada vez mais em declínio, os gostos, as músicas, as festas, as conversas, tudo passa por transformações que precisam ser consideradas quando se educa alguém.
É preciso considerar o tempo e o espaço. Todos, pais e filhos, vivem nessa sociedade em transformação, mas o tempo é outro para cada um. Na época da adolescência dos pais, o espaço era diferente, os valores eram diferentes, dos da época da adolescência dos filhos. E assim será para sempre, afinal, a sociedade está em constante mudança.
Os filhos sofrem influencia tanto dos valores que os pais passam para eles, como do restante do mundo. Esses fatores externos, como escola, mídia, amigos, entre outros, têm maior peso por serem novidades. Quando crianças, os filhos, “sempre” seguiam a vontade dos pais, na adolescência, a novidade é mais atraente. Por essa razão, os pais tendem a pensarem que seus filhos estão rebeldes e desobedientes. Nada disso! Só buscam novas informações.
A mídia e os colegas, com certeza, não repreendem quando o assunto é sexo. Não segredam, pelo contrário, dizem o que sabem. Os pais podem ter as informações mais certas, mas, na maioria das vezes, às guardam no fundo do baú, passam apenas as regras sem explicações de porque segui-las. Regras não são facilmente aceitas, principalmente pelo adolescente.
“O jovem está em um estágio de vida no qual o atual comportamento ocorre, e eles necessitam relacionar os valores de seus pais àquilo que estão fazendo ou irão fazer” (PETERS, 1985, p. 69).
Muitas vezes quem diz o que queremos escutar tem mais autoridade do que quem diz a verdade. Tudo depende do modo de falar. Os filhos têm grande respeito e amor pelos pais, é difícil escolher entre seguir seus desejos e obedecer às regras impostas. Mas, pode-se muito bem fazer essa associação.
Atualmente é muito difícil encontrar jovens que mantém a virgindade antes do casamento. Nada adianta os pais terem esse desejo. O que devem fazer é orientar seus filhos para que sejam responsáveis e não fechar os olhos diante da realidade. Manter a virgindade passou a ser estipulada para a mulher como forma de garantir que os filhos eram mesmo se seu marido e, assim, que a herança não fosse passada para algum bastardo. Até esse período, a mulher, assim como o homem, tinham relações sexuais com vários parceiros. Porém, que fique claro que isso não aconteceu com todos os povos. Cada sociedade tinha seus costumes e a história não aconteceu igual para todos os povos. O desenvolvimento da humanidade não se deu se uma só vez em todas as regiões. Nos dias de hoje, as mulheres estão muito mais independentes, vivem em um contexto diferente, o que possibilita maior autonomia nas tomada de decisões de sua vida particular. O conflito ainda é grande, muitos pais se quer admitem que seus filhos não aceitam seus valores, para eles os fatores externos é que os induzem a terem relações sexuais, e não seus próprios desejos.
Sobre isso, Peters afirma que:
Para muitos pais e seus filhos, o conflito sobre sexo pré-matrimonial continuará a ser caracterizado por “pais brincando de avestruz e escondendo sua cabeça na areia, e o esforço dos jovens a não permitir que o vento faça com que a areia se espalhe.” (1984, p. 76-77).
Não se sabe realmente o fim do conflito se baseia no “finjo que não sei e você finge que não faz.” O que se sabe é que a sociedade não para de sofrer transformações culturais, econômicas e, também, sexuais. O jovem que hoje tem pensamentos diferentes dos pensamentos de seus pais, amanhã pensará diferente de seus filhos. O tempo e espaço é que determinam a extensão do conflito entre gerações; pais e filhos sempre viveram em sistemas de valores diferentes para cada um, afinal, até indivíduos de uma mesma geração têm pensamentos e atitudes que os diferem
Os pais devem manter seus valores até o ponto que acham certo, assim também devem fazer os filhos. Mas, cabe a cada um decidir o que fazer e como agir, mesmo diante das influências recebidas assim como, cabe a cada um ter responsabilidade e assumi-la perante seus atos.
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO - UPE
CAMPUS GARANHUNS
ESTUDANTE: IWRY ELIZABETE DA SILVA
DOCENTE: ÉCIA MÔNICA
HISTÓRIA - 2º PERIODO.
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