sábado, 3 de dezembro de 2011

A solidão Tecnológica

Sinto uma imensa falta de aproximação das pessoas devido ao excesso de informatização. Pode-se achar este pensamento uma contradição, já que a tecnologia da comunicação vem ajudando as pessoas que estão à longa distância, a se comunicarem e trocar ideias, antes impossíveis. 

Até aqui é compreensível esta moda. Mas, e as pessoas que estão próximas, as vezes separadas por questão de metros? Será que há realmente a necessidade de tanta informatização, podendo ter o contanto pessoal e ativo? O que se pode perceber na verdade é a desvalorização do diálogo, dos vínculos de amizade, do toque, e do contato com o outro. As amizades são os clichês mais clássicos, como por exemplo, nas redes sociais mais populares como Orkut, Twitter, Face book, entre outros. Temos centenas de amigos, até milhares!

Mas que na realidade, não passam de ícones representativos, ora on-line,oraOff-line. Precisamos de amigos para todas as horas, e nossas necessidades sentimentais e psicológicas não esperam por um sinal on-line. Passamos a imagem do que queremos ser, não do que somos.

E assim fazem conosco reciprocamente. O amor, mais do que nunca torna-se platônico, e submetido diretamente a mídia. A necessidade de exibir nossos sentimentos e intenções a estranhos é algo no mínimo narcisista. A amizade, o amor, a família, são algo raros demais hoje em dia, e o pouco que ainda luta para perpetuar-se, está sendo divulgado como mero adorno de exibicionismo.

Que falta nos faz o bilhete do namorado (a), a esperada carta de uma tia distante, o encontro na praça com os velhos amigo... O estaloe o gosto real do beijo.

Universidade de Pernambuco - UPE
Campus Garanhuns
Arlane Ferreira das Neves
2° Período de História

Um comentário:

  1. muito bem colocado Arlane, ao que parece a tecnologia que deveria ser uma ferramenta pra aproximar as pessoas tornou-se um vilão nos relacionamentos, fazendo com que as pessoas tornen-se reféns dessa atividade e esqueçam o mais importante que é o toque, o cara a cara... Parabéns pelo artigo!

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